As novas mídias estão acabando com o trabalho dos jornalistas?
Assim como a maioria das profissões, o jornalismo também tem se reinventado quando o assunto é internet. Afinal, se a maneira com que as pessoas consomem notícias mudou, os profissionais da área também precisam se adaptar. Nesse contexto entram as novas mídias.
Essas mídias dizem respeito tanto aos formatos digitais, tais como vídeos, infográficos, podcasts e outras possibilidades dentro de portais de notícias, como também as redes sociais.
Hoje, o poder de influência que as redes trouxeram para produtores de conteúdo é imenso, dando voz a pessoas que nem sempre sabem a melhor maneira de informar, mas que acabam assumindo esse papel.
Com isso, os chamados “influenciadores digitais” e “produtores de conteúdo” têm ocupado lugares parecidos com os dos jornalistas, expondo, algumas vezes, notícias incompletas, distorcidas ou mesmo falsas. Inclusive os próprios jornalistas enxergam o perigo disso: segundo a pesquisa “Raio X do mercado de jornalismo no Brasil”, realizada pela Comunique-se e divulgada em 2022, mais de 55% dos jornalistas entrevistados na pesquisa acreditam que o advento dos influenciadores pode prejudicar os jornalistas e o jornalismo como um todo.
Mas é preciso olhar os dois lados: ao mesmo tempo que as redes sociais facilitam o contágio de notícias falsas, elas também podem ser disseminadoras rápidas de um jornalismo bom e comprometido. Basta saber utilizar com inteligência as ferramentas que as redes sociais oferecem.
Se não pode com eles, junte-se a eles!
Concorrer com as redes sociais é uma luta perdida, ainda mais hoje, quando a maioria das pessoas possui conta em pelo menos uma rede social. Então, ao invés de querer “bater o pé” de que as pessoas precisam consumir jornalismo exclusivamente por meio de jornais, revistas, televisão, rádio, ou até mesmo portais de notícia online, os jornalistas estão encontrando espaço nesses meios digitais na internet.
A mesma pesquisa que mostra o raio x do mercado de jornalismo no Brasil aponta que mais de 91% dos jornalistas entrevistados têm um perfil ativo no Instagram, sendo que cerca de 60% revelaram que pretendem se dedicar profissionalmente a essas novas mídias.
De maneira geral, as redes sociais oferecem ferramentas suficientes para se comunicar por meio de texto, imagem, áudio e vídeo. São as multimídias que fazem sucesso e que chamam a atenção dos consumidores de notícias, e por isso trabalhar um jornalismo sério e verdadeiro através dessas plataformas é muito válido.
O termo “jornalista influenciador” não parece nada mal para profissionais que querem trabalhar a notícia de verdade e alcançar mais pessoas através da internet. É importante que o jornalista tenha o desejo de realmente atuar em prol da notícia e da verdade, independente da plataforma.
Outras novas mídias
Falamos das redes sociais porque hoje elas são as “novas mídias” mais conhecidas e mais utilizadas, mas um bom jornalismo pode ser feito também em outros canais, como o Youtube, podcasts (que estão em alta) e mesmo em blogs.
São caminhos diferentes, mas que chegam ao mesmo lugar e com o mesmo objetivo: informar as pessoas utilizando a internet. Dessa forma, comandar um blog de notícias ou mesmo produzir vídeos com conteúdos inéditos e informativos são opções para fazer um jornalismo sério e que alcança mais gente.
Sabendo utilizá-las com inteligência, as novas mídias não acabam com o trabalho dos jornalistas, mas sim, podem ajudá-los (e muito).
Agora compartilhe esse texto com aquele amigo que tem a cabeça mais fechada com relação ao uso de redes sociais e canais online para informar e se manter informado (a)!
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